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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Aonde foi que eu errei.

Eu queria tanto saber em que parte da minha vida eu criei a dificuldade de dizer não. Eu faço coisas que não quero e um câncer vai crescendo!!! 
Ultimamente eu estou nervoso demais, a paciência e bom humor que eu tinha está acabando e todo mundo está percebendo, eu to deixando de ser quem as pessoas queriam que eu fosse e to me tornando em mim mesmo, eu to mais verdadeiro, mais sincero, menos forçado... mas eu to me sentindo chato e careta. 
Eu comecei a perceber o quanto eu fui vários, eu fui muitos, ainda sou muitos, quero ser só eu mesmo, mas de tanto ser vários acabei perdendo minha identidade.
Eu estou procurando uma forma de achar essa identidade, mas creio que sozinho é impossível... Eu me sinto estranho e possuído por milhares de demônios... meus pensamentos não são meus, minhas atitudes não são minhas, meus prazeres acabam em meio a culpa e o arrependimento. 
Eu queria beber até ficar louco e dar o cu pra primeira pessoa que aparecer, fechar as postas das oficinas de carro e fazer uma espécie de caridade pra esses homens fedidos que nem suas esposas mais aguentam. Mas eu sei, eu sei que essa vontade de verdade não é minha. Não sei ando me reprimindo, reprimindo minha sexualidade, eu falo tão mal dos homens héteros que quando entram nos banheiros públicos viram vedetes, mas acho que vou virar um deles quando tiver mais de 50 anos de idade. Ser gay é diferente de querer ser mulher, não sinto vontade de pegar os homens por ai, não há uma satisfação sexual, existe uma satisfação física, emocional quando eu sou fudido, porque naquela hora é quando eu me sinto mulher. Não sou gay, queria ser mulher, e a forma de me sentir nessa pele é sendo um gay. Mas que diabos que eu estou falando mesmo. Sou uma casa de demônios, sou uma festinha particular das putinhas que morreram e agora habitam em mim, preciso fazer algumas das vontades delas se não eu vou ser surrado. Ou eu preciso me livrar delas. Neah???
Não sei.

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