Intimidade, privacidade, individualidade. Quem somos nós quando estamos a sós???
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sexta-feira, 30 de julho de 2010
Eu acho que estou aprendendo a ser gente
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Colapso
terça-feira, 27 de julho de 2010
Um dia
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Eu morri
domingo, 25 de julho de 2010
Mudar de Vida
Loucuras
sábado, 24 de julho de 2010
Outro pau de minha vida!
A Vingança perfeita!!!
Eu acho
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Nada - Alguns escritos antigos
Capítulo XXXI - A Borboleta Preta

Não caiu morta; ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. Apiedei-me; tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.
-- Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. E esta reflexão, -- uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas,-- me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo Deixei-me estar a contemplar o cadáver, com alguma simpatia, confesso. Imaginei que ela saíra do mato, almoçada e feliz. A manhã era linda. Veio por ali fora, modesta e negra, espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de um céu azul, que é sempre azul, para todas as asas. Passa pela minha janela, entra e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem; descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo, e viu que me movia, que tinha olhos, braços, pernas, um ar divino, uma estatura colossal. Então disse consigo: "Este é provavelmente o inventor das borboletas." A idéia subjugou-a, aterrou-a; mas o medo, que é também sugestivo, insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa, e beijou-me na testa. Quando enxotada por mim, foi pousar na vidraça, viu dali o retrato de meu pai, e não é impossível que descobrisse meia verdade, a saber, que estava ali o pai do inventor das borboletas, e voou a pedir-lhe misericórdia.
Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, nem a pompa das folhas verdes, contra uma toalha de rosto, dous palmos de linho cru. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque, é justo dizê-lo, se ela fosse azul, ou cor de laranja, não teria mais segura a vida; não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete, para recreio dos olhos. Não era. Esta última idéia restituiu-me a consolação; uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo; aí vinham já as próvidas formigas. . . Não, volto à primeira idéia; creio que para ela era melhor ter nascido azul.
É disso que eu falo!!!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
O Serial-Killer perfeito
A procura do meu eu

quarta-feira, 21 de julho de 2010
Pensamentos Aleatórios

Esses dias eu estava pensando, sobre as coisas que eu digo e escrevo e como um pessoa pode se encontrar através da escrita.
Eu sei que eu não sei quem eu sou porque eu esqueço das coisas que eu fiz, eu esqueço. Eu fico pensando o que me impossibilita de exercer a função do eu, minhas vontades... Porque eu tenho vontade de falar e não falo. O que faz com que eu seja uma pessoa a qual eu não conheço?
A felicidade e a conquista está ai, no exercer do eu interior. Acontece que em todas minhas ações (reprimidas), em todos meus gestos (feios), em todas minhas palavras (mal ouvidas) eu fui deixando de acreditar que eu poderia ser eu.
Eu sei de uma coisa: Hoje eu não sou quem eu deveria ser, eu não consigo exercer o meu eu, a minha função existencial. As famílias são umas putas, e a culpa é de todos. Por um bom tempo na minha infância, minha mãe quis me controlar, a culpa é dela. Ela não estava preparada pra ter filhos, ela não tinha paciência, ela queria que eu fosse uma versão dela em tamanho menor, já meu pai, meu pai queria o que? O quê que meu pai quis, eu mal lembro do meu pai.
Eu dou um conselho para todas as mães: Nunca queiram que seus filhos sejam versões menores de vocês. Apenas ensine-o a exercer a função do eu, esse é o caminho da luz.
terça-feira, 20 de julho de 2010
E eu? e eu? Quem era eu?

Cada vez que eu escrevo sobre mim, eu tiro uma conclusão importante: Eu não sou quem eu penso que sou. Quem sou eu?
Toda vez que eu penso que eu fui bom, ou que ia receber algo da vida em troca do serviço gratuito, dos favores, da caridade, da burrice por simplesmente não cobrar por algo que eu sei fazer e faço bem, eu fui muito mal, porque eu fiz na intenção de que no fim não ia ser como eu planejei, eu não ia receber por um serviço prestado cobrado, então eu fazia de graça, perfeitamente, mas com intenção negativa.
E eu confundo muito se eu sou o que penso, ou se o que vale a pena é a intenção. É como você bater um martelo na cabeça do seu dedão e gritar: Ca...racas!!! Quando dentro de você isso suou como um Caralahoooo. É mais ou menos isso. Não adianta eu tentar acreditar que eu sou uma coisa, se eu exerço uma condição e por dentro eu sou completamente diferente. Não posso mais para de falar, porque estou me conhecendo cada vez mais que eu escrevo...
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Os homens de minha vida

Exposição
Os Demônios!!!
A mijada!!!
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Abuso???
Meu caso de amor nº2
Meu caso de amor nº1
Um homem só é um homem de verdade, até ele ficar com outro e não gostar!

O que muda um ser?
segunda-feira, 12 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
Não é a China que vai dominar o mundo
sexta-feira, 9 de julho de 2010
O motivo da Piada

Eu gosto dele não gostar de mim
O Quiabo e suas propiedades medicinais
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Deus X Papai Noel

A morte me cai bem também
Objetivo
Desculpas
As Vaginas e seus preços
terça-feira, 6 de julho de 2010
Minha culpa
No Metrô lotado
domingo, 4 de julho de 2010
Eu, o Jesus Cristo dos dias atuais
sábado, 3 de julho de 2010
Sociedade Secreta
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Ritual Idiota
Borboleta Preta

